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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Privacidade em risco: Óculos inteligentes da Meta são alvo de denú...
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O Idec e a Coding Rights solicitaram que o Ministério Público Federal (MPF), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Senacon investiguem a comercialização dos óculos Ray-Ban Meta no Brasil. As entidades alegam que o dispositivo, lançado no país em setembro de 2025, coloca em risco a privacidade dos cidadãos e pode violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O ponto central da denúncia é a baixa visibilidade do LED que indica a gravação, o qual as organizações afirmam ser pequeno e passível de ser desativado por meio de tutoriais da internet. Além disso, há preocupações sobre o envio de dados para servidores da Meta para o treinamento de inteligência artificial e a possibilidade de implementação de ferramentas de reconhecimento facial.
A representação destaca a popularidade dos óculos em vídeos de "pegadinhas" nas redes sociais, onde desconhecidos são filmados sem consentimento. O documento cita ainda um caso ocorrido em Salvador (BA), envolvendo um médico ginecologista, para exemplificar como a tecnologia pode facilitar situações de assédio e invasão de privacidade.
Em resposta, a Meta afirma que o equipamento possui mecanismos de indicação de gravação e que a responsabilidade pelo cumprimento da legislação é do usuário. Fora do Brasil, a venda de mais de 7 milhões de unidades em 2025 já gera debates semelhantes, inclusive na Alemanha, onde se discutem regras mais rígidas contra filmagens ocultas.