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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no relatório “Estatísticas M...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), no relatório “Estatísticas Mundiais de Saúde” apresentado em 15 de maio de 2026, revelou que a pandemia de Covid-19 causou 22,1 milhões de mortes globais entre 2020 e 2023. O número é três vezes superior aos 7 milhões reportados anteriormente, reflexo da subnotificação e de mortes indiretas decorrentes do colapso dos sistemas de saúde.
O relatório e pesquisas da Unesco destacam a “desinfodemia”, termo que define a disseminação sistemática de desinformação sobre a doença. Segundo a instituição, a confusão criada em relação à ciência médica impactou a prevenção e o combate ao vírus, sendo considerada mais tóxica e letal do que a desinformação sobre outros temas.
No Brasil, esse cenário foi agravado por atitudes de negação às premissas da OMS, promovidas pelo então presidente Jair Bolsonaro. A desvalorização do isolamento social, do uso de máscaras e a insistência em medicamentos ineficazes, somadas a declarações que minimizavam a gravidade da doença, contribuíram para que o país ultrapassasse a marca de 700 mil vítimas.
A análise aponta a existência de um ecossistema de desinformação profissionalizado entre 2019 e 2023, utilizando canais oficiais e redes sociais para propagar narrativas falsas. Esse percurso desinformativo, cujos alcances foram corroborados pela CPI da Covid-19, influenciou o comportamento da população e comprometeu as políticas sanitárias nacionais.