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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Após mais de uma década de queda, o tabagismo voltou a crescer no ...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Após mais de uma década de queda, o tabagismo voltou a crescer no Brasil, apresentando um aumento relativo de cerca de 25%, segundo dados da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde. O movimento é atribuído à diversificação de produtos de nicotina promovida por multinacionais do tabaco, com foco estratégico na atração do público jovem.
Novas modalidades de consumo, como cigarros eletrônicos, tabaco aquecido e os chamados sachês de nicotina, apresentam concentrações da substância significativamente maiores que o cigarro convencional. Enquanto o cigarro comum possui 1mg de nicotina, os sachês podem conter entre 4 e 18mg, o que acelera a dependência química dos usuários.
O pneumologista Paulo Corrêa destaca que a indústria utiliza marketing agressivo e influenciadores digitais para atrair adolescentes, aproveitando a vulnerabilidade do desenvolvimento cerebral nessa fase. É importante ressaltar que, de acordo com a Anvisa, a comercialização desses produtos é irregular no país, pois não possuem registro para venda regular.
Além da dependência, os especialistas alertam para riscos cardiovasculares, hipertensão e a possibilidade de câncer. O fenômeno do "poliuso", onde o consumidor utiliza múltiplos tipos de produtos de nicotina simultaneamente, amplia a preocupação com a futura sobrecarga do sistema de saúde pública devido ao aumento de doenças associadas.