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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. O Ministério da Saúde anunciou a suspensão da vacina contra a deng...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de 42 casos de reações severas, incluindo dois óbitos sob investigação. A medida é preventiva e visa permitir que a Anvisa e o instituto aprofundem a análise sobre a relação de causalidade entre o imunizante e esses eventos adversos, que representam 0,008% das 500 mil doses aplicadas até 30 de maio.
Entre os sintomas inesperados e não previstos na bula, foram relatados dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. A vacinação havia sido aplicada em profissionais de saúde e em moradores de Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e na região de Araguaína (TO), com três casos classificados como graves.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a suspensão é uma ação de precaução para aprofundar a investigação epidemiológica. Pessoas que já receberam a dose devem monitorar sua saúde por 21 dias e procurar atendimento médico imediato se apresentarem sintomas como febre, tontura ou dores abdominais. As doses já distribuídas para os postos de saúde permanecerão armazenadas até a conclusão das análises.
Enquanto a vacina do Butantan é investigada, o SUS mantém a oferta da vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O imunizante do Butantan, desenvolvido ao longo de 20 anos, apresentou em estudos clínicos eficácia geral de 65% contra a doença e de 80,5% para casos mais graves.