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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. Especialistas em cirurgia plástica alertam para os riscos ...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Especialistas em cirurgia plástica alertam para os riscos de uma relação desequilibrada com a própria imagem e a necessidade de estabelecer limites éticos na medicina estética. Em debate no programa CNN Sinais Vitais, os médicos Marcelo Sampaio e Luciana Pepino destacaram a responsabilidade do profissional de saúde em identificar e recusar procedimentos que possam causar danos ao paciente.
A Dra. Luciana Pepino ressaltou que a busca pela aparência torna-se patológica quando a felicidade do indivíduo passa a depender exclusivamente de aspectos estéticos. Nesses casos, o paciente tende a realizar intervenções sucessivas, perdendo a noção do que seria natural e buscando resultados cada vez mais extremos.
O Dr. Marcelo Sampaio abordou a dismorfia corporal, condição na qual o indivíduo não aceita sua aparência e a enxerga de forma distorcida, perseguindo metas inalcançáveis. Segundo o especialista, um sinal comum desse quadro é o histórico de múltiplas intervenções sem satisfação, com a tendência de culpar os profissionais anteriores pela falta de eficiência.
Os especialistas apontaram as redes sociais como um fator que agrava esse cenário, gerando a chamada "ansiedade estética". O uso de filtros digitais, que alteram traços como nariz e contorno de mandíbula, cria padrões de beleza irreais que os pacientes tentam replicar nos consultórios, distanciando-se da realidade física.