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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. Estudo aponta incidência de problemas cutâneos em paciente...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Uma pesquisa publicada na revista Hormone Research in Paediatrics, com a participação da Unicamp e outros 21 centros mundiais, identificou que o uso de bombas de insulina e sensores de glicose provoca problemas de pele em crianças e adolescentes com diabetes. Os dados revelam que 52% dos usuários de bomba de insulina e 30% dos que utilizam sensores apresentaram complicações dermatológicas.
As causas incluem a reação ao adesivo, a inserção repetida do dispositivo e a diferença de pH da insulina em relação à pele. Pacientes com pele excessivamente seca (xerose cutânea) ou queratose pilar apresentam um risco de duas a cinco vezes maior de desenvolver lesões, que variam de eczema a lipodistrofias e cicatrizes.
Embora sejam consideradas o padrão-ouro para o tratamento do diabetes tipo 1 por melhorarem a qualidade de vida e a precisão do controle glicêmico, as lesões não devem ser banalizadas. Elas podem comprometer a aderência do aparelho à pele, prejudicando a leitura da glicose e a administração do medicamento.
O estudo também ressalta a desigualdade de acesso a essas tecnologias no Brasil, que não são cobertas integralmente pelo SUS. Para prevenir as lesões, especialistas recomendam a hidratação intensa da pele, a aplicação de barreiras protetoras e o rodízio constante dos locais de inserção dos dispositivos.