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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Estudo questiona efeito anti-inflamatório da creatinaUma revisão s...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Uma revisão sistemática conduzida por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) concluiu que não existem evidências consistentes de que a suplementação de creatina reduza marcadores inflamatórios em seres humanos. A análise revelou que a substância não promove reduções significativas em biomarcadores de inflamação crônica de baixo grau, como a proteína C-reativa (PCR) e a interleucina-6 (IL-6).
Os pesquisadores observaram que eventuais benefícios anti-inflamatórios ocorrem apenas em contextos de estresse físico agudo e intenso. O efeito foi identificado em atletas submetidos a exercícios extenuantes, como triatletas e corredores de longa distância, mas não foi reproduzido em idosos ou pacientes com doenças crônicas, como a osteoartrite.
O estudo destaca que a fama da creatina como anti-inflamatório baseia-se, em grande parte, em pesquisas com animais e células isoladas, que nem sempre se traduzem em efeitos clínicos em humanos. Segundo o coordenador da pesquisa, Vitor Valenti, é fundamental diferenciar a proteção contra a inflamação provocada por exercício extremo de uma redução sustentada da inflamação sistêmica.
Apesar dos resultados, a revisão confirma a segurança da suplementação e reforça que as recomendações atuais de uso não mudam. A creatina continua sendo reconhecida por seus efeitos ergogênicos, especialmente no aumento da força muscular, da capacidade de exercícios de alta intensidade e da massa livre de gordura.