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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. Impacto no Desempenho EscolarUm estudo realizado pelo Inst...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Um estudo realizado pelo Instituto Alana e Equidade.info revelou que 4 em cada 10 meninas no Brasil já faltaram às aulas ao menos uma vez por mês devido a dores menstruais. Além das cólicas, que são o principal sintoma, a fadiga, as dores no corpo e o medo de vazamentos contribuem para o absenteísmo e prejudicam o desempenho escolar das estudantes.
A pesquisa aponta que a falta de banheiros adequados e de itens básicos de higiene, como absorventes, afeta a permanência das alunas na escola. O levantamento destaca a desigualdade social e racial: embora meninas negras apresentem menor relato de dor — possivelmente por subnotificação e tolerância cultural —, elas registram um índice de faltas maior (14,5%) do que as meninas brancas (9,6%).
Os dados indicam que a primeira menstruação tem ocorrido cada vez mais cedo, atingindo 36,5% das meninas até os 10 anos, fator influenciado por questões genéticas, poluição e consumo de ultraprocessados. Esse início precoce está associado a dores mais intensas, atingindo 43% desse grupo, além de gerar maior vulnerabilidade emocional e exposição a situações de bullying.
Especialistas alertam que cólicas fortes em 1 em cada 3 meninas podem mascarar condições como a endometriose, que frequentemente apresenta diagnóstico tardio. Para reverter esse cenário, médicos defendem a implementação de políticas públicas de educação menstrual nas escolas e a criação de parcerias entre as redes de ensino e de saúde para garantir a triagem clínica e o acolhimento das estudantes.