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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou a utilização do ult...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou a utilização do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e da crioablação para o tratamento de pacientes com câncer de próstata localizado e de risco intermediário favorável. Diferente dos métodos tradicionais, as chamadas terapias focais tratam apenas a região onde está o tumor, preservando os tecidos saudáveis da glândula.
A principal vantagem dessas novas opções é a redução de efeitos colaterais graves, como a disfunção erétil e a incontinência urinária. Enquanto tratamentos radicais, como a retirada completa da próstata ou a radioterapia total, podem deixar sequelas significativas, as terapias focais apresentam taxas de efeitos adversos urinários e sexuais em torno de 5%.
A autorização é restrita a homens com a doença localizada em apenas uma área do órgão, sendo proibido o uso em casos agressivos, como tumores de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto. O procedimento é menos invasivo, geralmente realizado com anestesia leve e com alta hospitalar no mesmo dia.
O CFM ressalta que as novas técnicas não substituem universalmente a cirurgia ou a radioterapia e exigem acompanhamento médico rigoroso. O protocolo determina a realização de exames de PSA periódicos, exames de imagem e novas biópsias entre seis e doze meses após o procedimento para monitorar a eficácia do tratamento.