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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou resolução au...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou resolução autorizando o uso de duas novas terapias focais para o tratamento do câncer de próstata no Brasil: o ultrassom focado de alta intensidade e a crioablação, técnica que destrói células tumorais por meio do congelamento.
Diferente dos tratamentos convencionais, essas novas terapias são menos invasivas e preservam melhor os tecidos adjacentes ao tumor. O objetivo principal é reduzir a incidência de efeitos colaterais graves, como a disfunção erétil e a incontinência urinária, resultantes da remoção da glândula.
Segundo o relator da norma, urologista José Elêrton Secioso de Aboim, as técnicas não substituem o tratamento padrão-ouro, mas são resolutivas em diversos casos, permitindo o controle ou a cura do câncer com menor impacto na qualidade de vida do paciente.
A indicação, que deve ser feita por um especialista, é restrita a pacientes com câncer de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral. A resolução proíbe a aplicação dessas terapias em tumores de risco alto, muito alto ou intermediário desfavorável.
O CFM recomenda ainda um rigoroso acompanhamento pós-operatório, com dosagens de PSA trimestrais no primeiro ano, semestrais nos dois anos seguintes e anualmente após esse período, além da realização de biópsia prostática entre seis e doze meses após o procedimento.