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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Ret Retrospectiva EducacionalO Brasil manteve seu desempenho estat...
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O Brasil manteve seu desempenho estatisticamente estável no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado nesta terça-feira (8) pela OCDE. A avaliação, aplicada a alunos de 15 anos em 91 países, colocou o país novamente nas posições inferiores dos rankings globais nas áreas de matemática, ciências e leitura, repetindo o patamar registrado desde 2015.
Em matemática, disciplina mais crítica para o país, o Brasil registrou 377 pontos e ocupou o 71º lugar entre 89 países, ficando atrás de seis vizinhos sul-americanos e empatando com o Líbano. Nas demais áreas tradicionais, o país alcançou 409 pontos em ciências (67º lugar) e 408 pontos em leitura (52ª posição). Pela primeira vez, a prova também avaliou a resolução de problemas computacionais, na qual o Brasil marcou 406 pontos, ficando abaixo da média de 500 pontos da OCDE.
Os dados revelam que 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência nas três disciplinas avaliadas simultaneamente, um índice que representa mais do que o dobro da média registrada pelos países da OCDE, fixada em 19,7%. No extremo oposto, apenas 1,8% dos alunos no Brasil atingiram alto desempenho em pelo menos uma das áreas, enquanto a média da OCDE foi de 11,9%.
Segundo a OCDE, as variações pontuais nas notas em relação a 2022 ficaram dentro da margem de estabilidade, sem indicar mudanças significativas. A organização também destacou que a ampliação no número de participantes — de 81 em 2022 para 91 em 2025 — afeta a leitura comparativa das posições no ranking e que o enfraquecimento dos resultados educacionais é uma tendência observada antes mesmo da pandemia de Covid-19.