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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. Técnicas brasileiras de reconstrução peniana, apresentadas...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Técnicas brasileiras de reconstrução peniana, apresentadas no Congresso da American Urological Association (AUA), em Washington, têm demonstrado resultados satisfatórios na recuperação da funcionalidade do órgão genital e na melhoria da saúde mental de homens cisgêneros e transgêneros.
Para homens cis, destaca-se a Mobilização Total dos Corpos Cavernosos (TCM), indicada para casos de micropênis ou perda do órgão por câncer e traumas. Diferente dos métodos convencionais, a técnica libera todo o corpo cavernoso fixado ao osso pubiano, proporcionando maior ganho de extensão.
O procedimento de TCM apresenta recuperação rápida: o paciente permanece de três a quatro dias no hospital, sem necessidade de UTI ou transfusão sanguínea. A mobilidade é retomada no primeiro dia pós-operatório, com a liberação de atividades físicas em um mês e relações sexuais entre dois e três meses.
Já para homens trans, a técnica aplicada é a metoidioplastia, que utiliza a hipertrofia do clitóris para a criação do falo, podendo possibilitar a penetração sexual. Segundo o urologista Ubirajara Barroso Jr., o índice de satisfação é elevado devido ao resgate da vida sexual e da autoestima.
É importante ressaltar que tais intervenções são cirurgias funcionais, e não estéticas. Portanto, a indicação não é acatada para pessoas que buscam apenas o aumento do órgão, sendo restrita a casos em que não há mais funcionalidade genital.