Espaço publicitário — Leaderboard
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Resultados do Estudo RASolute 302Durante o congresso da American S...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Durante o congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO), foram apresentados os resultados finais da fase 3 do estudo RASolute 302. O medicamento daraxonrasib, desenvolvido pela Revolution Medicines, demonstrou a capacidade de ampliar a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático que não responderam à quimioterapia convencional.
Os dados revelaram que o novo tratamento proporcionou um aumento de 6,5 meses na mediana de vida dos pacientes. Além da eficácia, o fármaco apresentou maior tolerabilidade: apenas 1,2% dos usuários interromperam o tratamento por efeitos colaterais, contra 11,2% no grupo submetido à quimioterapia.
A inovação reside na capacidade do daraxonrasib de bloquear a proteína RAS, um interruptor celular mutado presente em mais de 90% dos tumores pancreáticos. Até então, essa proteína era considerada intratável pela literatura médica devido à dificuldade de fixação de drogas em sua superfície.
A farmacêutica submeterá agora os dados ao FDA nos Estados Unidos para aprovação regulatória. No Brasil, a chegada do medicamento depende de processos de aprovação da Anvisa e, posteriormente, de diretrizes da ANS para a rede privada, embora ainda não haja previsão concreta de disponibilidade no país.