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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Impacto Econômico e SocialUm relatório divulgado pela Comissão Eco...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Um relatório divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão da ONU, aponta que um episódio extremo do fenômeno El Niño pode reduzir em pelo menos 2% o Produto Interno Bruto (PIB) da região ao longo de três anos. O estudo estima que cerca de metade dessa perda econômica ocorra já no primeiro ano, elevando em até 4,8 milhões o número de pessoas adicionais na pobreza até o fim da década.
Projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam mais de 90% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre o final de 2026 e 2027. Há, inclusive, 69% de chance de o fenômeno alcançar uma magnitude histórica, classificada como "Súper El Niño", com anomalias de temperatura superiores a 2,5°C ou 3°C na superfície do mar.
Os reflexos negativos devem atingir de forma desigual setores estratégicos como energia, agricultura, pesca e infraestrutura. O setor elétrico é um dos principais pontos de atenção devido à alta dependência de hidrelétricas em vários países, cenário que pode ser agravado por secas e pelo aumento da demanda por refrigeração em grandes centros urbanos, como São Paulo, Lima e Cidade do México.
A atividade agropecuária e a pesca também enfrentam riscos severos, com probabilidade superior a 70% de secas afetando o Corredor Seco da América Central, Colômbia, Venezuela e o Caribe, além de quedas drásticas na captura de pescado. Diante desse cenário, a Cepal recomenda a adoção de medidas preventivas, como investimentos em infraestrutura resiliente, mecanismos financeiros de emergência e o fortalecimento de estoques e da eficiência energética.