Espaço publicitário — Leaderboard
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu,...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por quatro votos a um, manter as prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. O único voto divergente foi do ministro Gilmar Mendes, que defendeu a substituição da medida por prisão domiciliar.
O julgamento foi marcado por fortes tensões entre o ministro Gilmar Mendes e o relator André Mendonça. Enquanto Mendes comparou a operação aos excessos da Lava Jato e sugeriu que as prisões poderiam ser usadas para pressionar delações, Mendonça classificou a atuação dos Vorcaro como a de uma organização criminosa em atividade, rejeitando qualquer tentativa de desacreditar a investigação.
Com a retirada do sigilo do relatório da Polícia Federal, surgiram evidências de que Daniel Vorcaro teria realizado repasses mensais de ao menos R$ 300 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), totalizando R$ 6 milhões em 20 meses. Os valores teriam custeado presentes de luxo e viagens para Paris e Nova York, além de auxílio na elaboração de projetos de lei.
O relatório aponta ainda que o ex-banqueiro teria custeado suítes em um hotel exclusivo em Lisboa para Ciro Nogueira e para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em resposta, Motta afirmou que estava em um evento corporativo e que permanece tranquilo quanto às investigações.
Analistas do Judiciário destacaram que o caso revela a capacidade de Daniel Vorcaro em estabelecer relações diretas com lideranças do Congresso e ministros do STF em curto período, evidenciando, durante a sessão, uma nítida medição de forças entre os ministros Mendonça e Gilmar Mendes.

