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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Setor de carne busca transição com o governoO presidente da Associ...
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, declarou nesta quinta-feira (17) a expectativa de que o Brasil retorne à lista da União Europeia de países autorizados a exportar proteína animal ainda este ano. Missões técnicas do bloco já avaliaram as cadeias de mel e frango, mas ainda não há previsão de visita para a carne bovina.
O setor solicitou ao governo federal a negociação de um período de transição para viabilizar a retomada das exportações antes do prazo regular. Atualmente, a exigência europeia de comprovação do não uso de antimicrobianos do nascimento ao abate dos bovinos demanda cerca de dois anos, impedindo a liberação imediata do comércio após uma eventual relistagem.
As importações de produtos de origem animal do Brasil foram interrompidas pela União Europeia em 3 de setembro, bloqueando o envio de carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos. A medida, anunciada em maio, decorre da avaliação de que o controle brasileiro sobre o uso de antimicrobianos na pecuária é insuficiente, e não por irregularidades na carne.
Segundo Perosa, a reinclusão do país na lista europeia é estratégica por servir de referência para cerca de 20 outras nações, incluindo o Reino Unido e países africanos. Embora as carnes bovina e de frango estejam entre os principais itens exportados para o bloco, elas representam uma parcela reduzida do valor total das exportações brasileiras.