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Sol Sertão Online
Colunista
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) promoveu duras críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (4). O ex-governador de Minas Gerais afirmou que a permanência de alguns magistrados na Corte é "insustentável" e comparou a situação ao rigoroso código de honra japonês.
Zema declarou que, se atuassem no Japão, alguns ministros já teriam cometido "autoaniquilamento". Para o político, a continuidade desses magistrados no cargo representa um "tapa na cara" do brasileiro que acorda cedo para trabalhar. "Em um país sério, eles já teriam caído", disparou.
Questionado sobre o risco de se tornar inelegível devido às suas críticas públicas à Corte, Zema afirmou estar tranquilo, ressaltando que não costuma se preocupar com aquilo que não pode controlar. O clima de tensão com o STF foi intensificado após o pré-candidato publicar um vídeo satírico nas redes sociais, no qual um magistrado era retratado como um fantoche.
Durante a entrevista, Zema também buscou esclarecer declarações recentes sobre o trabalho infantil. Ele enfatizou que "criança tem que estudar", mas criticou a burocracia do governo, alegando que ela dificulta a contratação de jovens aprendizes por parte das empresas.
Apesar da ressalva, o ex-governador reiterou sua intenção de mudar a legislação brasileira, que proíbe o trabalho de menores de 16 anos (com exceção da modalidade de aprendiz a partir dos 14 anos). Zema citou exemplos dos Estados Unidos, como a entrega de jornais por crianças, classificando a proibição total no Brasil como "lamentável" e afirmando que pretende alterar essa norma caso seja eleito.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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