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Sol Sertão Online
Colunista
Em um relato emocionante, Lúcio Ribeiro falou publicamente pela primeira vez sobre a morte de seu filho, Davi Luiz de Jesus Ribeiro, de apenas 11 anos. O menino foi vítima de uma bala perdida durante um confronto entre policiais militares e suspeitos no bairro de Fazenda Coutos, em Salvador.
Lúcio descreveu Davi como um companheiro leal e um aluno dedicado, com notas altas e grandes sonhos para o futuro. "Ele era a minha vida. Dizia que, quando crescesse, eu não precisaria mais trabalhar", relembrou o pai. Agora, movido pela dor, ele afirma que não medirá esforços para buscar respostas: "Vou lutar por ele até o fim".
O advogado da família, Marinho Soares, confirmou que o pai do menino compareceu à Corregedoria da Polícia Militar. Na ocasião, o corregedor-geral, coronel Delmo, apresentou pedidos de desculpas em nome da corporação e assegurou que todos os esforços estão sendo feitos para apurar a verdade dos fatos.
O impacto da tragédia estende-se a todo o núcleo familiar. A mãe de Davi segue hospitalizada e, segundo a defesa, ambos os pais manifestaram medo de retornar à residência onde ocorreu a tragédia.
A morte da criança gerou forte revolta entre os moradores de Fazenda Coutos. Luiz Cláudio, professor de capoeira de Davi, questionou a conduta da operação policial e as circunstâncias do disparo que atingiu o menino dentro de sua própria casa. "Ele era um menino de ouro. Fico impressionado com o jeito que a polícia entra no bairro", lamentou.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, manifestou-se via redes sociais, prestando solidariedade à família e desejando recuperação à tia da criança, que também ficou ferida durante a ação.
Durante o confronto ocorrido na última sexta-feira (1º), dois suspeitos morreram e um terceiro foi preso. A Polícia Militar informou a apreensão de três pistolas, munições, entorpecentes, dinheiro e aparelhos celulares.
A violência na região persistiu no sábado (2), quando um novo confronto no "Beco da Rabada", também em Fazenda Coutos, resultou na morte de outros dois suspeitos, que não resistiram aos ferimentos no Hospital Geral do Estado (HGE).
Referência: Informações adaptadas de G1.
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