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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. Em junho, o governo Trump realizou um voo de deportação se...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Em junho, o governo Trump realizou um voo de deportação secreto que transportou 18 imigrantes de diversas nacionalidades para a República Centro-Africana. O grupo, composto por cidadãos de países como Afeganistão, Iraque, Egito, Jordânia e Geórgia, foi levado até a capital, Bangui, após partir da Louisiana e fazer escala em Gana.
Relatos dos deportados indicam condições severas durante o traslado, incluindo o uso de algemas, dispositivos de contenção corporal total e denúncias de agressões físicas, as quais foram negadas por oficiais americanos. Já em território africano, os imigrantes descreveram a situação local como precária, citando falta de infraestrutura básica, surtos de malária e tentativas de extorsão por parte da polícia local.
A República Centro-Africana é classificada pelo próprio Departamento de Estado dos EUA como um destino de alto risco, com alertas contra viagens devido a guerras civis, terrorismo e sequestros. A gravidade da situação é tamanha que o governo americano recomenda que seus próprios cidadãos deixem amostras de DNA para identificação em caso de fatalidades.
A operação coincide com um aumento expressivo no financiamento dos EUA à Agência de Migração da ONU (OIM) na região, que saltou de US$ 1 milhão para US$ 85 milhões. O Departamento de Estado afirmou que a ajuda externa será utilizada para apoiar nações que auxiliem nas prioridades de imigração dos Estados Unidos, vinculando o aporte financeiro à cooperação nas deportações.