Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
O governo da Venezuela registrou oficialmente 2.595 mortos após dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, mas a cifra é contestada por profissionais de saúde e observadores. Uma médica legista de La Guaira afirmou que o número oficial representa menos de um terço da realidade, relatando que seu necrotério processa cerca de 400 corpos por dia.
A crise infraestrutural é grave: a falta de caminhões refrigerados obriga a permanência de corpos ao ar livre sob o sol. Devido ao estado de decomposição e ao alto custo de testes de DNA, a identificação das vítimas tem sido feita por familiares através de tatuagens e roupas, com muitas famílias realizando os resgates dos corpos por conta própria.
A oposição, liderada por María Corina Machado, e a coordenação da ONU na Venezuela questionam a transparência dos dados, sugerindo que as cifras reais sejam superiores. Enquanto o Serviço Geológico dos EUA indicou a probabilidade de dezenas de milhares de mortes, o governo venezuelano não apresentou uma estimativa própria para o total final de vítimas.
Especialistas dividem-se entre a tese de ocultação proposital para evitar a deslegitimação da gestão estatal e a possibilidade de que a imprecisão seja fruto de ineficiência administrativa. Diante da escassez de informações oficiais, a população tem recorrido a bancos de dados colaborativos, como o "Venezuela Reporta", para localizar desaparecidos.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...