Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O caso do médico Vitor Piva, que sofreu graves sequelas após cair do sétimo andar de um prédio durante um episódio de sonambulismo induzido pelo zolpidem, exemplifica os perigos do uso inadvertido do fármaco. Investigações policiais confirmaram que a queda foi relacionada a efeitos colaterais da medicação, que incluem parassonias e alucinações, resultando em perda da visão e múltiplas fraturas para o paciente.
Indicado para o tratamento de insônia a curto prazo, o zolpidem tornou-se amplamente popular no Brasil, mas especialistas alertam para a banalização de seu uso. O consumo inadequado, muitas vezes excedendo as doses recomendadas, pode provocar dependência química, crises de abstinência, amnésia lacunar e delírios, riscos que aumentam quando associados ao álcool ou outros depressores do sistema nervoso central.
A comercialização do medicamento teve um salto expressivo durante a pandemia de Covid-19, atingindo a marca de 23,3 milhões de caixas vendidas em 2020. Esse cenário levou profissionais de saúde a classificar a situação como uma "epidemia de zolpidem", evidenciando a necessidade de maior rigor nas prescrições e no acompanhamento médico.
Em resposta, a Anvisa alterou a classificação do zolpidem para "tarja preta" em agosto de 2024. A venda agora exige a "receita azul", que obriga a prescrição presencial para mitigar o abuso. Apesar da queda nos números oficiais de vendas, as autoridades ainda combatem a persistência de um mercado ilegal de comercialização sem prescrição médica.
A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) classificou o uso inadvertido da substância como um problema de saúde pública. As novas diretrizes clínicas recomendam a terapia cognitivo-comportamental e a higiene do sono como tratamentos prioritários, reservando o uso de hipnóticos para períodos temporários e sob rigorosa supervisão médica.
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