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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O uso de insulina por fisiculturistas saudáveis, visando bloquear a degradação de proteínas e acelerar o ganho de massa muscular, tem se tornado comum em academias, apesar de ser proibido pela Anvisa e pelo CFM. O hormônio é frequentemente utilizado na fase de "bulking", porém sua aplicação sem a patologia do diabetes representa riscos severos à saúde.
O perigo mais imediato é a hipoglicemia severa, que pode evoluir para a neuroglicopenia, provocando confusão mental, convulsões e coma. O risco é intensificado em períodos de restrição alimentar, momento em que a queda brusca de glicose no cérebro pode levar o usuário a entrar em coma e não acordar.
Diferente de esteroides e do hormônio do crescimento, a insulina é indetectável em exames antidoping tradicionais por ser idêntica à produzida pelo organismo humano. Estudos europeus indicam que o uso da substância está ligado à queda do colesterol HDL e a alterações nas enzimas do fígado, o que pode servir como marcador indireto para fiscalização.
A prática geralmente ocorre associada a um coquetel de esteroides e diuréticos, o que eleva a pressão arterial e causa a hipertrofia do coração. Essa combinação deixa o sangue mais espesso, aumentando a propensão a tromboses, embolias e arritmias fatais, contribuindo para o aumento de mortes súbitas em treinos e competições.
A discussão sobre esses riscos ganhou força após a morte do influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos. Embora a causa oficial ainda dependa de exames do IML, o atleta já havia relatado em redes sociais o uso de insulina e episódios anteriores de mal-estar decorrentes de hipoglicemia.
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