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Sol Sertão Online
Colunista
O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul passa a vigorar de forma provisória a partir desta sexta-feira (1º). A medida foi oficializada após a assinatura do decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando a etapa de incorporação do tratado ao ordenamento jurídico brasileiro.
Com a entrada em vigor provisória, as regras do tratado começam a ser aplicadas gradualmente entre os países membros dos dois blocos. A iniciativa busca beneficiar exportadores e reduzir a dependência europeia de minerais essenciais provenientes da China. Nações como Alemanha e Espanha defendem que o acordo é essencial para compensar a perda de competitividade gerada pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.
Apesar do avanço, o tratado ainda enfrenta fortes resistências. A França e outros críticos argumentam que a importação de açúcar e carne bovina com preços mais baixos prejudicará os agricultores europeus. Ao mesmo tempo, organizações ambientalistas alertam que a flexibilização comercial pode acelerar a destruição de florestas tropicais.
Do ponto de vista financeiro, especialistas alertam que os ganhos podem ser modestos no curto prazo. A Comissão Europeia estima que o acordo com o Mercosul elevará o PIB da UE em 0,05% até 2040, valor que dificilmente anulará o impacto imediato das tarifas americanas, que podem causar uma queda de 15% nas exportações europeias para os EUA e reduzir o PIB do bloco em 0,3% ainda este ano.
O caminho para a aprovação final
Embora a Comissão Europeia tenha decidido pela aplicação provisória, o acordo ainda precisa de aprovação do Parlamento Europeu. O processo pode levar até dois anos devido a contestações judiciais no tribunal superior da UE. Enquanto isso, a União Europeia acelera a conclusão de outros tratados com Índia, Indonésia, Austrália e México para reforçar o livre comércio e enfrentar a expansão comercial da China em mercados globais.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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