Espaço publicitário — Leaderboard
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. A comissária europeia Marta Kos reafirmou que a expansão da União ...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
A comissária europeia Marta Kos reafirmou que a expansão da União Europeia (UE) é uma prioridade do bloco, condicionada à entrega de resultados pelos países candidatos. Como prova concreta desse avanço, a UE criou um grupo de trabalho para redigir o tratado de adesão de Montenegro, sinalizando que o país é visto como o próximo Estado-membro.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 transformou o processo de alargamento, que deixou de ser meramente técnico para se tornar uma questão de segurança e geopolítica. Especialistas indicam que a expansão deve conciliar a abordagem baseada no mérito, sem atalhos para as reformas, com a necessidade de a União Europeia modernizar seus próprios métodos de governança.
Em Bruxelas, discute-se a substituição do modelo tradicional de adesão por uma integração gradual. O chanceler alemão Friedrich Merz propôs a criação de uma "associação" para a Ucrânia e acesso privilegiado ao mercado único para a Moldávia e países dos Bálcãs Ocidentais. No entanto, a proposta de "ampliação reversa" — onde o país entraria formalmente antes de concluir as reformas — foi prontamente rejeitada pelos Estados-membros.
Um dos pontos mais sensíveis é a possibilidade de limitar temporariamente o direito de veto de novos membros para evitar a paralisia do bloco, medida que Albânia, Bósnia e Herzegovina e Sérvia sinalizaram aceitar. Montenegro, que resiste a arranjos transitórios, poderá servir como modelo para testar esses novos mecanismos de adesão e ferramentas de monitoramento pós-entrada, especialmente em áreas de Estado de Direito.