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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
O Goldman Sachs afirmou que a perda de participação de mercado para a China é o maior obstáculo ao crescimento da União Europeia (UE), superando a questão do déficit comercial bilateral. A instituição destaca que a fraqueza da demanda interna chinesa tem impulsionado as exportações do país para a América Latina, Ásia-Pacífico e Europa Oriental, prejudicando a competitividade europeia nesses mercados.
Os dados mostram que, nos primeiros cinco meses deste ano, as exportações chinesas para a UE cresceram cerca de 16%, enquanto as europeias para a China subiram menos de 10%. O impacto é mais severo nos produtos manufaturados, especificamente em equipamentos de transporte e maquinário industrial.
Em termos globais, a participação da Europa em bens de capital recuou de 54% em 2005 para 43%, enquanto a da China saltou de 7% para 24%. Esse cenário levou líderes da UE a debaterem medidas mais rigorosas para conter o desequilíbrio comercial.
O Goldman Sachs prevê que a UE adote uma política comercial mais assertiva e direcionada, focando em setores como aço, maquinário e produtos químicos. No entanto, a aplicação de tarifas generalizadas, nos moldes dos EUA, é considerada improvável para evitar a perda de acesso a materiais essenciais, como as terras raras.
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