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Sol Sertão Online
Colunista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que seu país poderia "assumir" Cuba "quase imediatamente" após o encerramento da guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante um evento na Flórida, em um contexto onde a plateia reagiu com risos e a agência Associated Press interpretou a fala como uma piada.
Ao comentar sobre a origem de um dos convidados presentes no evento, Trump mencionou que Cuba seria alvo de uma ação rápida. O presidente sugeriu que, após a resolução da questão com o Irã, os Estados Unidos poderiam enviar um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para se posicionar próximo à costa cubana. Apesar da afirmação, Trump não forneceu detalhes sobre a existência de um plano concreto para tal intervenção.
No mesmo dia das declarações, o governo americano intensificou a pressão sobre a ilha com a assinatura de um novo decreto. As medidas endurecem as sanções contra setores estratégicos da economia cubana, como mineração e energia, além de restringir a atuação de bancos estrangeiros que possuam relações com Havana.
Trump voltou a classificar Cuba como uma "ameaça extraordinária" à segurança nacional dos EUA. Essas novas restrições complementam o embargo econômico em vigor desde 1962 e o bloqueio ao fornecimento de petróleo imposto por Washington em janeiro.
O governo cubano reagiu prontamente às novas medidas. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que os Estados Unidos estão adotando "medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas". O anúncio ocorreu simultaneamente ao Dia do Trabalhador, data em que o governo cubano convocou manifestações em defesa da soberania nacional.
Apesar do aumento da tensão diplomática e econômica, ambos os países ainda mantêm canais de comunicação abertos, com a última reunião entre representantes dos dois governos tendo ocorrido em Havana, no mês de abril.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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