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Sol Sertão Online
Colunista
O presidente Donald Trump rejeitou publicamente, por meio de suas redes sociais, a proposta de paz apresentada pelo governo do Irã. A decisão causou a alta imediata nos preços do petróleo nesta segunda-feira (11), intensificando os temores de que o conflito, que já dura dez semanas, se prolongue e comprometa o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz.
A resposta do Irã, divulgada no último domingo (10), propunha o fim da guerra em todas as frentes, com foco especial no Líbano, onde Israel combate militantes do Hezbollah. Teerã exigiu compensações pelos danos causados pelo conflito, a manutenção de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval e a revogação das sanções que proíbem a venda de petróleo iraniano.
Por outro lado, os Estados Unidos defendem que o cessar-fogo ocorra integralmente antes do início de discussões sobre temas mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano. Após a negativa de Trump, o governo de Teerã classificou sua proposta como "generosa e responsável".
O prolongamento da guerra tem gerado forte impopularidade entre os eleitores americanos, que enfrentam o aumento dos preços dos combustíveis a menos de seis meses das eleições para o Congresso. Internacionalmente, os EUA enfrentam dificuldades, com aliados da Otan recusando o envio de navios ao Estreito de Ormuz sem um acordo de paz amplo e mandato internacional.
Buscando alternativas diplomáticas, Trump deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim nesta quarta-feira (13). O governo americano espera que a China exerça pressão sobre Teerã para que um acordo seja alcançado.
Apesar dos esforços diplomáticos, a instabilidade na região permanece alta. Recentemente, os Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait relataram a interceptação de drones hostis vindos do Irã. Simultaneamente, confrontos entre Israel e Hezbollah continuam no sul do Líbano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra ainda não terminou, ressaltando a necessidade de desmantelar as instalações nucleares iranianas e eliminar o urânio enriquecido. Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país "jamais se curvará ao inimigo" e manterá a firmeza na defesa de seus interesses nacionais.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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