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Sol Sertão Online
Colunista
O cenário militar na Europa enfrenta novas tensões após a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar 5 mil soldados da Alemanha. A medida é vista como uma resposta direta do presidente Donald Trump a aliados que, segundo a Casa Branca, não têm contribuído adequadamente no contexto do conflito envolvendo o Irã.
A retirada das tropas, que deve ser concluída em até 12 meses, ocorre em meio a um desgaste diplomático entre Washington e Berlim. O movimento foi motivado por declarações de autoridades alemãs, classificadas pelo Departamento de Defesa dos EUA como "inapropriadas". Recentemente, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os iranianos estariam "humilhando" os americanos nas negociações para encerrar a guerra.
A Alemanha é atualmente a principal base militar dos EUA na Europa, abrigando cerca de 35 mil militares. A redução prevista inclui a saída de uma brigada de combate e o cancelamento do envio de um batalhão de artilharia de longo alcance, que estava programado para este ano.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declarou que as nações europeias "entenderam o recado" de Donald Trump e estão trabalhando para garantir a implementação de acordos sobre o uso de bases militares. A pressão americana não se limita à Alemanha; Trump já sinalizou que pode adotar medidas semelhantes na Espanha e na Itália.
Ambos os países adotaram posturas mais restritivas: a Espanha fechou seu espaço aéreo para aeronaves americanas ligadas à guerra, enquanto a Itália negou o uso de uma base aérea na Sicília para operações de combate.
Informações indicam que a estratégia de Trump pode envolver a transferência de tropas para países que demonstram maior apoio à ofensiva no Oriente Médio, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia. O plano visa reorganizar a presença militar dos EUA na Europa, retornando a níveis próximos aos de antes de 2022, período anterior ao reforço ordenado durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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