
Sol Sertão Online
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã poderá chegar ao fim rapidamente. A declaração ocorre enquanto Teerã analisa uma proposta de paz americana que visa encerrar formalmente as hostilidades, embora pontos críticos ainda permaneçam sem consenso.
De acordo com fontes ligadas à mediação, incluindo representantes paquistaneses, as negociações giram em torno de um memorando simplificado de uma página. O objetivo imediato seria o anúncio do fim permanente do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, para que, posteriormente, discussões diretas possam resolver questões complexas.
Caso o acordo preliminar seja assinado, será aberto um prazo de 30 dias para negociações detalhadas. Entre os tópicos previstos estão a reabertura da navegação no Estreito de Ormuz, a suspensão de sanções impostas pelos EUA e a imposição de limites ao programa nuclear iraniano.
Apesar do otimismo de Trump, a reação no Irã tem sido marcada pela desconfiança. O parlamentar Ebrahim Rezaei classificou a proposta americana como uma "lista de desejos" distante da realidade. No mesmo sentido, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, ridicularizou as notícias de aproximação, classificando-as como propaganda dos Estados Unidos após a falha em abrir o Estreito de Ormuz.
A condução das negociações por parte dos EUA está a cargo do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner. No entanto, divergências profundas persistem, especialmente quanto às exigências de Washington sobre o programa de mísseis iraniano e o apoio de Teerã a milícias no Oriente Médio.
Outro ponto de tensão é o arsenal nuclear do Irã, que detém mais de 400 kg de urânio enriquecido, nível próximo ao necessário para a produção de armas nucleares, tema que ainda não encontrou solução nas tratativas iniciais.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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