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Sol Sertão Online
Colunista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a série de ataques recentes entre seu país e o Irã, descrevendo as agressões como um "tapinha de amor". O mandatário assegurou que a trégua firmada há um mês entre as duas nações não foi violada e não corre risco, apesar dos incidentes que testam os limites do cessar-fogo.
Na última quinta-feira (7), o Irã disparou mísseis e drones contra navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz. Trump afirmou que os ataques foram interceptados, declarando que os projéteis "caíram graciosamente no oceano como uma borboleta caindo em seu túmulo".
A retórica suavizada de Trump é considerada incomum e reflete a forte pressão sobre seu governo. O conflito tem acarretado gastos militares bilionários, alta inflação e elevação nos preços da gasolina, além da impopularidade da Operação Fúria Épica entre os cidadãos americanos.
Além do cenário econômico, há um entrave legal: o prazo de 60 dias para que o governo dos EUA prosseguisse com a guerra sem a autorização do Congresso expirou na semana passada. Por isso, Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, utilizam a manutenção do cessar-fogo como argumento para garantir a legalidade das operações.
O governo americano busca agora desbloquear o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, onde estima-se que 20 mil marinheiros e duas mil embarcações estejam retidos e com falta de suprimentos. Trump chegou a anunciar o Projeto Liberdade para escoltar navios mercantes, mas suspendeu a iniciativa temporariamente a pedido do Paquistão, que atua como mediador no conflito.
Embora o regime iraniano esteja analisando uma proposta de paz enviada por Washington, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reagiu com irritação aos recentes acontecimentos, afirmando que o país não cederá a pressões externas.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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