
Sol Sertão Online
Colunista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que expande as sanções contra o governo de Cuba. A medida visa aumentar a pressão sobre Havana, que já atravessa uma crise severa devido ao bloqueio econômico imposto por Washington.
As novas restrições miram indivíduos, entidades e afiliados que deem suporte ao aparato de segurança do regime cubano, bem como aqueles considerados cúmplices de corrupção ou de graves violações dos direitos humanos. A determinação também autoriza a aplicação de sanções secundárias para quem realizar ou facilitar transações com os alvos da medida.
A ação é a mais recente ofensiva do governo Trump, que tem afirmado repetidamente que a nação insular está à beira do colapso.
Os Estados Unidos exigem que Cuba promova a abertura de sua economia estatal, realize eleições livres e justas e pague indenizações por propriedades expropriadas durante o governo de Fidel Castro. Por outro lado, as autoridades cubanas afirmam que seu sistema de governo socialista não é passível de negociações.
A intensificação da pressão econômica já gera reflexos críticos na ilha. No início deste ano, os EUA suspenderam as exportações de petróleo venezuelano para Cuba. Posteriormente, a ameaça de tarifas punitivas contra outros fornecedores levou o México a interromper seus embarques de petróleo bruto.
A escassez de combustível resultou em uma grave crise de abastecimento generalizada, que afetou serviços de saúde e provocou três grandes apagões em nível nacional. Além disso, a instabilidade levou diversas companhias aéreas estrangeiras a suspenderem a operação de voos para o país.
Referência: Informações adaptadas de UOL.
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