
Sol Sertão Online
Colunista
O ator Jon Voight reuniu-se com o presidente Donald Trump na Casa Branca para defender a implementação de um crédito fiscal federal destinado a impulsionar a produção de cinema e televisão nos Estados Unidos. O encontro, ocorrido em 11 de fevereiro, visa combater a crescente migração de produções para países estrangeiros.
Voight, nomeado em janeiro de 2025 como um dos três embaixadores especiais para Hollywood — ao lado de Sylvester Stallone e Mel Gibson —, lidera uma coalizão que inclui a Motion Picture Association e diversos sindicatos de atores e roteiristas.
A proposta, elaborada por Steven Paul e Scott Karol do SP Media Group, prevê um crédito fiscal federal de 20% sobre os custos de mão de obra. Além disso, sugere-se um acréscimo de 5% para filmes independentes ou produções realizadas em zonas de desastre e áreas de livre empresa.
O objetivo é tornar os custos de produção nos Estados Unidos competitivos frente a mercados como o Reino Unido e o Canadá, que oferecem incentivos fiscais agressivos e custos operacionais reduzidos.
Dados da ProdPro indicam que as filmagens em território americano caíram 10% no primeiro trimestre do ano. Atualmente, os EUA detêm cerca de 38% dos empregos do setor, enquanto Reino Unido e Canadá somam quase um terço da produção global.
Como alternativa para atrair as produções de volta, Trump chegou a sugerir, em setembro de 2025, a aplicação de uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos no exterior. No entanto, representantes do setor defendem que a via dos incentivos fiscais é a mais eficaz.
Exemplos positivos já são observados na Califórnia, que elevou seus incentivos anuais para 750 milhões de dólares em junho de 2025. Como resultado, a agência FilmLA registrou um aumento de quase 11% nos dias de filmagem em Los Angeles no primeiro trimestre deste ano.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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