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O presidente Donald Trump comparou a atuação da Marinha dos Estados Unidos a "piratas" ao descrever o bloqueio naval imposto a portos iranianos no contexto do conflito envolvendo Washington, Israel e o Irã.
Durante um pronunciamento na última sexta-feira (1º), Trump referiu-se à apreensão de navios, cargas e petróleo como um "negócio muito lucrativo". "Somos como piratas. Somos meio que como piratas, mas não estamos brincando", afirmou o presidente ao detalhar a tomada de posse de embarcações iranianas e navios sancionados em águas asiáticas.
A guerra, iniciada com ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, gerou consequências severas, incluindo a morte de milhares de pessoas e o deslocamento de milhões. No campo econômico, o conflito impulsionou a alta dos preços do petróleo e resultou no bloqueio do estreito de Hormuz, ponto estratégico por onde transitam aproximadamente 20% das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.
A conduta de Donald Trump tem enfrentado forte condenação, inclusive dentro dos EUA. Especialistas alertam que as ameaças de atacar infraestruturas civis e a retórica agressiva do presidente — que chegou a mencionar a destruição da civilização iraniana — podem configurar crimes de guerra.
Embora um cessar-fogo tenha sido acordado em 8 de abril, após quase 40 dias de bombardeios e represálias, as negociações diplomáticas em Islamabad não prosperaram. Os principais entraves são o programa nuclear da República Islâmica e a pretensão do Irã de cobrar pedágio pela passagem de navios no estreito de Hormuz.
Neste sábado (2), um oficial de alta patente do exército iraniano indicou que a retomada das hostilidades é provável, após Trump manifestar insatisfação com a última proposta de paz apresentada por Teerã.
Referência: Informações adaptadas de UOL.
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