%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fn%2Fq%2FROWfXhQFubudnv6oST0A%2Fwhatsapp-image-2026-03-27-at-17.56.27.jpeg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
Dois homens foram presos preventivamente nesta quarta-feira (22) em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia, suspeitos de torturar um funcionário utilizando um ferro quente. O crime ocorreu no dia 8 de abril.
A vítima é um jovem negro de 23 anos, autista e deficiente auditivo, que trabalhava no carregamento e descarregamento de caminhões da empresa de propriedade dos acusados. Segundo o depoimento da vítima, ele foi imobilizado pelos suspeitos, teve a calça abaixada e foi queimado na região dos glúteos com um ferro de lacre de embalagens.
Em depoimento à Polícia Civil, os suspeitos alegaram que a ação foi apenas uma "brincadeira", sob a justificativa de que conhecem o funcionário desde a infância. No entanto, a autoridade policial rebateu a tese, destacando a gravidade do ato.
O delegado responsável pelo caso, Antônio Cláudio Pereira Oliveira, explicou que a investigação de injúria racial se fundamenta no perfil da vítima — homem negro e pobre — e no fato de a marcação com ferro quente remeter a práticas cruéis do período escravocrata.
Os dois homens agora respondem por lesão corporal, tortura, racismo, discriminação de cor ou raça e injúria racial.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...