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Sol Sertão Online
Colunista
O Tesouro Direto apresentou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, um novo título público desenhado para quem busca simplicidade, segurança e rendimento previsível. A nova modalidade surge como uma alternativa competitiva à caderneta de poupança, aos CDBs e às contas digitais.
Com um investimento mínimo de apenas R$ 1, o produto visa democratizar o acesso aos títulos públicos, permitindo que investidores iniciantes comecem a montar sua reserva financeira de forma acessível.
O Tesouro Reserva tem sua rentabilidade atrelada à taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 14,50% ao ano. O título oferece rendimento equivalente a 100% da taxa, garantindo que o valor aplicado não sofra oscilações negativas no momento do resgate.
No momento, o título está disponível exclusivamente para clientes do Banco do Brasil. A expansão para outras instituições financeiras ocorrerá conforme a adesão e a implementação técnica de cada banco.
Um dos principais atrativos do novo título é a sua alta liquidez. O investidor pode resgatar o dinheiro a qualquer momento, todos os dias da semana, inclusive via PIX (com exceção do intervalo entre 0h e 1h). Embora o vencimento do papel seja de três anos, o resgate antecipado pode ser feito sem a aplicação de descontos.
Comparado à poupança, o Tesouro Reserva apresenta retornos significativamente maiores. Enquanto a poupança rende pouco mais de 8% ao ano, os títulos do Tesouro acompanham a Selic, resultando em um ganho financeiro superior a longo prazo, mesmo com a incidência de impostos.
Por ser um título de dívida pública, o Tesouro Reserva possui risco soberano, sendo garantido pelo Governo Federal, o que o torna um dos investimentos mais seguros do mercado.
Sobre a tributação, o título segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, onde a alíquota varia de 22,5% (para resgates em até 180 dias) a 15% (para prazos superiores a dois anos). O imposto incide apenas sobre o rendimento do investimento. Além disso, há a cobrança de IOF para resgates efetuados nos primeiros 30 dias.
Quanto às taxas de custódia da B3, o valor é de 0,20% ao ano, porém, aplicações de até R$ 10 mil são isentas desta cobrança.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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