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Sol Sertão Online
Colunista
O governo dos Estados Unidos sinalizou que irá ignorar o prazo legal que vence nesta sexta-feira (1º), o qual obriga a Casa Branca a interromper a guerra no Oriente Médio ou obter a autorização formal do Congresso para prosseguir com o conflito.
De acordo com a legislação americana vigente desde 1973, intervenções militares que envolvam tropas por mais de 60 dias necessitam de aprovação do Poder Legislativo. No entanto, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, argumentou que o relógio do prazo estaria suspenso em razão de um cessar-fogo.
Apesar disso, a administração Trump deixou claro que avalia a possibilidade de realizar novos ataques contra o Irã para forçar o país a negociar um acordo. Em resposta, o regime iraniano, que ativou seus sistemas de defesa antiaérea na noite de quinta-feira, prometeu uma reação “dolorosa e prolongada”.
O impasse geopolítico tem gerado reflexos severos na economia mundial. O duplo bloqueio — imposto por Teerã no Estreito de Ormuz e por Washington nos portos iranianos — provocou a disparada nos preços do petróleo bruto. O barril de Brent, referência global, chegou a ultrapassar a marca de US$ 126 na última quinta-feira, o maior nível registrado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o risco de um “estrangulamento” da economia global e urgiu por soluções diplomáticas para evitar que o cenário caminhe para o abismo.
Paralelamente, a frente libanesa segue instável. Ataques israelenses no sul do país deixaram pelo menos 17 mortos nesta quinta-feira. Desde o início de março, as operações de Israel contra o movimento Hezbollah já resultaram em mais de 2.500 mortes e provocaram o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.
Diante do cenário, a embaixada americana em Beirute tenta mediar a situação, sugerindo uma reunião urgente entre o presidente libanês e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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