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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12) a imposição de um bloqueio total ao Estreito de Ormuz pela Marinha americana. A decisão, revelada em sua rede social, surge após o fracasso das negociações de segurança no Paquistão, centradas no programa nuclear iraniano.
Em um comunicado de tom incisivo, Trump elevou o nível da ameaça contra Teerã, declarando que a paciência de Washington se esgotou. "Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO!", afirmou o republicano, sinalizando uma escalada significativa na retórica entre os dois países.
A nova diretriz autoriza a Marinha dos EUA a interceptar qualquer embarcação em águas internacionais que tenha efetuado pagamentos ao governo iraniano para navegar na região. Segundo Trump, "ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar", reforçando a proibição de taxas cobradas por Teerã para trânsito no estreito, uma rota vital para o comércio global de petróleo.
O presidente assegurou que o bloqueio contará com a participação de outras nações e que as Forças Armadas americanas estão preparadas para agir. "A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente 'travados e carregados'", declarou Trump, complementando com a afirmação de que estariam prontos para "terminar o pouco que resta do Irã", alegando que a infraestrutura militar iraniana já estaria devastada.
As negociações em Islamabad, que se estenderam por vários dias, foram consideradas infrutíferas devido à falta de consenso sobre o programa nuclear iraniano. Embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a recusa de Teerã em fornecer garantias de longo prazo sobre a não busca por armas nucleares foi o ponto de ruptura, conforme relatado pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana.
Do lado iraniano, o líder do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como "não razoáveis". Ghalibaf acusou os EUA de violar cláusulas de cessar-fogo prévias e de manter um "profundo déficit de confiança" entre as nações, impedindo qualquer progresso real nas tratativas.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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