
Sol Sertão Online
Colunista
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã divulgou, nesta segunda-feira (4), um novo mapeamento das áreas sob seu controle no Estreito de Ormuz. A delimitação abrange desde a ilha de Qeshm, a oeste, até o emirado de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, a leste.
De acordo com a mídia estatal iraniana, a segurança de embarcações civis e comerciais está condicionada ao cumprimento rigoroso dos protocolos de trânsito emitidos pela Marinha da IRGC. Um porta-voz alertou que qualquer atividade marítima que não esteja em conformidade com as regras enfrentará "sérios riscos", incluindo a possibilidade de ser interrompida à força.
Em contrapartida, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que está atuando ativamente para restabelecer a navegação comercial na região. Como resultado inicial, dois navios mercantes de bandeira americana conseguiram atravessar o estreito com segurança.
A operação ocorre após a promessa do presidente Donald Trump de guiar embarcações pela hidrovia, medida que foi veementemente rejeitada por Teerã. O governo iraniano classificou a presença militar americana como "invasora" e afirmou que qualquer tentativa de aproximação será atacada.
O conflito já gera repercussões graves na economia mundial. O bloqueio iraniano a quase toda a navegação de entrada e saída do Golfo interrompeu cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás, provocando uma alta de 50% ou mais nos preços do barril.
Para exercer pressão sobre o Irã, o CENTCOM mantém o bloqueio aos portos iranianos e mobilizou um contingente de 15 mil militares, mais de 100 aeronaves, além de drones e navios de guerra. Segundo o Almirante Brad Cooper, a missão é essencial para a estabilidade regional e a segurança da economia global.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores do Irã reafirmou sua posição como guardiã da via navegável e informou que mantém negociações com Omã para a gestão compartilhada da segurança no tráfego marítimo estratégico.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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