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Sol Sertão Online
Colunista
O governo do Irã informou que a última proposta de paz enviada pelos Estados Unidos contém pontos considerados "inaceitáveis". Embora Teerã ainda não tenha enviado uma resposta formal a Washington, autoridades governamentais indicam que a assinatura de um acordo imediato permanece incerta, apesar de relatos anteriores sobre uma possível aproximação entre as nações.
Os termos do acordo
A proposta, estruturada em um memorando de uma página, prevê que o Irã estabeleça uma moratória sobre a limitação do enriquecimento de urânio. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderiam sanções econômicas e liberariam bilhões de dólares em ativos iranianos que se encontram congelados.
Outro ponto central da negociação é a suspensão mútua dos bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz. A região é vital para o trânsito de navios comerciais e tem sido palco de confrontos recentes. Após o presidente Donald Trump anunciar a suspensão temporária de operações militares na área, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a via está liberada para navegação segura.
O cenário é marcado por contradições. Enquanto mediadores internacionais demonstram otimismo, o discurso oficial mantém a agressividade. O presidente Donald Trump declarou que encerrará o conflito caso o regime iraniano "cumprir o combinado", mas voltou a ameaçar Teerã com bombardeios de proporções ainda maiores.
No Irã, o parlamentar Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, minimizou as notícias de um acordo iminente, afirmando que o país mantém o "dedo no gatilho".
Expectativas e Riscos
Washington aguarda uma resposta do Irã nas próximas 48 horas. No entanto, setores da Casa Branca permanecem céticos quanto à viabilidade de um pacto preliminar. As preocupações giram em torno da fragmentação da liderança iraniana, que dificultaria um consenso interno, e da existência de brechas no memorando que poderiam levar à retomada das hostilidades no futuro.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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