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Sol Sertão Online
Colunista
A Guarda Revolucionária do Irã informou, por meio de comunicado oficial, que aproximadamente 30 embarcações receberam autorização para cruzar o Estreito de Ormuz desde a noite desta quarta-feira (13). A medida marca a retomada do trânsito de navios chineses pela região, resultado de um entendimento diplomático recente entre Teerã e Pequim.
A flexibilização ocorre simultaneamente à visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à capital chinesa. Após reuniões com o presidente Xi Jinping, representantes da Casa Branca confirmaram que ambos os líderes concordaram com a necessidade de manter o estreito aberto e a importância de impedir que o Irã adquira armamentos nucleares.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destacou que a China, principal compradora de petróleo iraniano e aliada próxima do país, possui interesses diretos na abertura da rota, atuando para facilitar o fluxo marítimo na região.
Apesar da autorização para algumas embarcações, o cenário permanece instável. Recentemente, a Índia classificou como inaceitável um ataque a um de seus navios na costa de Omã. Além disso, a agência britânica UKMTO relatou a abordagem de um navio nos Emirados Árabes Unidos por pessoas não autorizadas, que estariam conduzindo a embarcação em direção ao território iraniano.
A Coreia do Sul também manifestou forte condenação após um ataque a um navio cargueiro de sua empresa, afirmando que tomará as medidas cabíveis assim que a autoria do incidente for confirmada.
Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte global de petróleo. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, a passagem tornou-se um ponto crítico de tensão entre Washington e Teerã.
O Irã tem utilizado a restrição da circulação de navios como ferramenta de pressão contra as sanções impostas pelos Estados Unidos. Embora tenha havido gestos de boa vontade, como a liberação de navios do Catar e do Paquistão, o governo iraniano alertou que embarcações de países que apoiam as sanções americanas podem continuar enfrentando dificuldades para transitar pela área.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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