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Início/Economia
Tensão entre EUA e Irã pressiona barril de petróleo para cima de US$ 110
Economia
Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. — Foto: Reuters

Tensão entre EUA e Irã pressiona barril de petróleo para cima de US$ 110

SS

Sol Sertão Online

Colunista

2 de maio de 2026
5 min de leitura

O mercado global de petróleo segue sob forte pressão nesta sexta-feira (1º), com os preços mantendo-se em patamares elevados devido às crescentes incertezas geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã, que impactam a oferta da commodity.

Por volta das 6h30 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, registrava alta de 1,48%, sendo negociado a US$ 112,03. No mesmo sentido, o petróleo de referência dos Estados Unidos avançava para US$ 105,19.

Risco no Estreito de Ormuz e impasses diplomáticos

A instabilidade nos preços é sustentada por dúvidas sobre a viabilidade de um cessar-fogo, especialmente após o líder supremo iraniano reafirmar que o país não abrirá mão de suas capacidades nucleares e de mísseis. O cenário coloca em alerta o governo dos EUA, que analisa alternativas para garantir a operação no Estreito de Ormuz, rota estratégica essencial para o transporte mundial de petróleo e gás.

O mercado tem enfrentado forte volatilidade. Antes do início do conflito, o barril era negociado na casa dos US$ 70; durante o pico da crise, chegou a atingir US$ 119,50. Embora tenha havido uma leve acomodação recente, os valores permanecem significativamente acima dos níveis pré-guerra.

Movimentação dos mercados financeiros

Com a celebração do Dia do Trabalhador em diversas partes do mundo, as bolsas globais operaram com volume reduzido. Enquanto o Nikkei, no Japão, subiu 0,7% e o S&P/ASX 200, na Austrália, avançou 0,9%, o índice FTSE 100, em Londres, recuou 0,6%.

Nos Estados Unidos, onde o mercado funcionou normalmente, os contratos futuros subiram, impulsionados por resultados corporativos. A Alphabet disparou 10% após lucros superiores às expectativas. Em contrapartida, a Meta caiu 8,7% e a Microsoft também recuou, reflexo do aumento nas previsões de gastos com inteligência artificial.

No plano econômico, dados recentes apontam que a economia americana perdeu ritmo no início do ano, com a inflação em alta no mês de março. Por outro lado, a redução nos pedidos de seguro-desemprego indica que o ritmo de demissões no país diminuiu.


Referência: Informações adaptadas de G1.

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