
Sol Sertão Online
Colunista
Os preços do petróleo registraram alta superior a 5% nesta segunda-feira (20), impulsionados por um novo impasse diplomático e militar entre o Irã e os Estados Unidos. O fechamento do Estreito de Ormuz, hidrovia vital no Golfo Pérsico, ocorreu após o Irã reverter a decisão de reabrir a passagem, enquanto o presidente Donald Trump manteve a determinação de bloqueio da Marinha dos EUA aos portos iranianos.
Com a escalada das tensões, o petróleo bruto de referência dos EUA subiu 5,6%, atingindo US$ 87,20 o barril. Já o petróleo Brent, padrão internacional, avançou 5,3%, sendo cotado a US$ 95,16 o barril.
Apesar da incerteza sobre o fluxo de transporte de petróleo do Oriente Médio, as bolsas asiáticas fecharam em alta. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 1%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,1%. Hong Kong (Hang Seng) e a China (Shanghai Composite) também registraram ganhos de 0,8% e 0,6%, respectivamente. Taiwan teve a maior alta da região, com o índice Taiex subindo 1,4%.
Nos Estados Unidos, o mercado vinha de uma sequência de recordes. O índice S&P 500 atingiu a marca histórica de 7.126,06 pontos, enquanto o Dow Jones subiu 1,8% (49.447,43) e o Nasdaq Composite avançou 1,5% (24.468,48), refletindo a esperança anterior de que as potências evitariam o pior cenário econômico.
A situação militar tornou-se mais crítica após a confirmação de que os EUA apreenderam um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentava burlar o bloqueio naval. O comando militar do Irã classificou a ação como um "ato de pirataria" e prometeu resposta imediata.
O mercado financeiro agora opera em estado de alerta, com a expectativa voltada para a próxima quarta-feira (22), data em que expira o frágil cessar-fogo de duas semanas entre as duas nações. No mercado de câmbio, o dólar americano subiu frente ao iene japonês, e o euro apresentou leve valorização, sendo negociado a US$ 1,1757.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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