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Sol Sertão Online
Colunista
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, implementado nesta segunda-feira (13), acendeu um alerta nos mercados financeiros globais. A medida, que visa restringir a navegação na região, impacta diretamente a oferta de petróleo, elevando as incertezas e pressionando a formação de preços internacionais.
Analistas apontam que a tensão entre Washington e Teerã deixou de ser um fator secundário para influenciar diretamente a cadeia de energia global. Como uma parte significativa do petróleo mundial transita por essa região, a instabilidade gera insegurança sobre a oferta, resultando em juros mais pressionados.
As projeções para o petróleo Brent, que anteriormente orbitavam entre US$ 75 e US$ 85 para o ano de 2026 em um cenário de normalidade, foram revistas diante da nova conjuntura de rupturas no suprimento.
Embora não haja previsão de desabastecimento de combustíveis no Brasil, o encarecimento do barril no mercado internacional já reflete na inflação doméstica. Segundo dados do IBGE, a inflação de março registrou alta de 0,88%, superando as expectativas do mercado.
O setor de Transportes foi o mais afetado, com alta de 1,64%, impulsionado pelo crescimento de 4,59% nos preços dos combustíveis. Especialistas alertam que a persistência do conflito pode prolongar a alta dos preços, impactando o consumidor final por mais tempo.
A instabilidade já é visível nos números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço do diesel, que estava em R$ 6,08 na primeira semana de março, saltou rapidamente, atingindo a média de R$ 7,43 na última sexta-feira, apesar de uma leve queda recente de 0,2%.
No caso da gasolina, a redução foi mínima, de apenas R$ 0,01, mantendo a média de preço em R$ 6,77.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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