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Sol Sertão Online
Colunista
Após a onda do "proteinmaxxing", que incentivava o consumo massivo de proteínas, as redes sociais agora propagam o foco nas fibras alimentares. A tendência, impulsionada por influenciadores digitais, sugere que a ingestão exagerada de nutrientes como chia e aveia seria a chave para a vitalidade e a transformação da saúde intestinal.
O movimento já impactou o mercado global. Gigantes da indústria, como PepsiCo e Nestlé, além de marcas emergentes como a Olipop, passaram a destacar o teor de fibras em seus produtos para atrair consumidores, especialmente as gerações Z e Millennials, que demonstram maior preocupação com a saúde digestiva.
Apesar de a fibra ser essencial para o organismo, profissionais da saúde alertam que a mentalidade de "maximização" pode ser perigosa. De acordo com especialistas, a ideia de que aumentar as doses além do recomendado traria benefícios exponenciais é equivocada.
Há também uma preocupação crescente com a substituição de orientações médicas por conselhos de influenciadores. Muitos desses criadores de conteúdo não possuem formação científica e podem estar vinculados a acordos comerciais, promovendo dietas generalistas que ignoram as particularidades de cada paciente.
Nutricionistas enfatizam que a transição para uma dieta rica em fibras deve ser gradual. Mudar os hábitos alimentar de forma abrupta pode causar reações gastrointestinais adversas, tornando o "maxxing" um caminho inadequado para quem não consome fibras regularmente.
Para atingir as metas diárias de forma segura, as recomendações incluem:
1. Equilíbrio nutricional: Para a maioria dos adultos, o objetivo de fibras deve situar-se entre 25 e 38 gramas por dia, podendo ser alcançado com o consumo de grãos integrais, frutas e legumes, que devem ocupar metade do prato nas principais refeições.
2. Proteínas moderadas: Uma dieta equilibrada com leite, iogurte, lentilhas e porções controladas de carnes magras ou peixes costuma suprir a meta proteica diária sem sobrecarregar o organismo.
3. Prioridade a alimentos reais: Especialistas reforam que suplementos e nutrientes em pó não substituem a comida de verdade e que não existe uma solução única e milagrosa para a saúde de todos.
A recomendação final é clara: antes de aderir a qualquer tendência viral de alimentação, é indispensável consultar um médico ou nutricionista para obter orientações personalizadas.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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