
Sol Sertão Online
Colunista
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou-se contrariamente à permanência das casas de apostas on-line, as chamadas "bets", no Brasil. Em declaração recente, Boulos defendeu a proibição dos cassinos virtuais, argumentando que a atividade compromete severamente a renda das famílias brasileiras.
Para o ministro, a regulamentação anterior não foi suficiente para conter problemas como a lavagem de dinheiro. Boulos também criticou a carga tributária do setor, apontando que as empresas pagam 12% de imposto, valor significativamente menor do que a alíquota de imposto de renda paga por muitos trabalhadores.
"Estão corroendo o orçamento das famílias, transformando o tempo do trabalhador em tempo de vício. Tem que acabar essa farra das bets", afirmou o ministro.
Alinhado a essa visão, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, apresentou um projeto de lei que visa proibir a exploração, a oferta e a publicidade de jogos de azar on-line. A proposta busca revogar trechos de leis sancionadas no final de 2023, focando especialmente em modalidades como o "jogo do tigrinho", cujos algoritmos são apontados como causadores de dependência.
Como medida imediata para conter o superendividamento, o governo integrou ao programa Desenrola Brasil 2.0 a determinação de que beneficiários da renegociação de dívidas fiquem bloqueados de plataformas de apostas por um período de um ano.
De acordo com a Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, as apostas on-line têm sido um fator determinante no crescimento do endividamento recente da população, levando muitos cidadãos a comprometerem sua renda e, em casos extremos, a contraírem empréstimos para alimentar o vício.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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