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Sol Sertão Online
Colunista
A necessidade de um esforço extra para atividades simples, como segurar uma xícara ou abotoar uma camisa, marca o início sutil da doença de Parkinson para muitos. Este distúrbio neurológico progressivo, caracterizado pela perda de células que produzem dopamina – o neurotransmissor essencial para o movimento – manifesta-se por tremores involuntários, rigidez muscular, lentidão de movimentos e perda de reflexos, impactando profundamente a qualidade de vida. Contudo, avanços na medicina oferecem novas esperanças para restaurar a autonomia dos pacientes.
Foi o que aconteceu com Norma, uma professora do interior de Minas Gerais. Diagnosticada com Parkinson em 2016, sua rotina foi drasticamente alterada, limitando atividades como dar aulas, pilotar moto e dançar. Em busca de recuperar sua independência, Norma encontrou um tratamento promissor: a Estimulação Cerebral Profunda (DBS, do inglês Deep Brain Stimulation).
A DBS é um procedimento reversível que consiste na implantação de um estimulador no tórax e dois eletrodos no cérebro. Atuando como um marcapasso, o dispositivo envia estímulos elétricos para ajudar a regular os sinais cerebrais responsáveis pelos movimentos. É um processo seguro, que visa acompanhar o paciente ao longo da vida, oferecendo uma nova perspectiva de controle sobre os sintomas motores.
Após uma avaliação rigorosa por uma equipe multidisciplinar, que incluiu neurologista especialista em distúrbios do movimento e neurocirurgião, Norma foi considerada elegível para o tratamento. Determinada a seguir esse caminho, ela mobilizou sua cidade em uma campanha de arrecadação ("vaquinha") para viabilizar a cirurgia, realizada em 2023.
Com o avanço do Parkinson, os sintomas motores tendem a se intensificar, e os medicamentos passam a exigir ajustes, o que pode levar a efeitos colaterais e reduzir o período de bem-estar do paciente. Por isso, é crucial que, desde o diagnóstico, pacientes, familiares e cuidadores explorem todas as opções de tratamento.
A DBS é geralmente considerada quando os medicamentos ainda produzem efeito, mas já não garantem um controle estável dos sintomas ao longo do dia – um estágio conhecido como “janela de oportunidade”. Essa fase pode surgir, em média, cerca de quatro anos após o diagnóstico, embora o tempo possa variar conforme a progressão da doença em cada indivíduo.
A experiência de Norma após a DBS é um testemunho emocionante dos benefícios do procedimento. “Depois do DBS, tudo mudou. Eu considero esse o dia em que nasci de novo”, relata a professora. Ela não só voltou a dançar, como também encarou os 575 degraus da Pedra da Conceição, em Minas Gerais, e, para sua alegria, retomou uma paixão antiga: andar de moto.
Os resultados observados em Norma são corroborados por estudos clínicos que apontam para melhorias significativas em pacientes elegíveis à DBS:
É importante ressaltar que a DBS não atua diretamente sobre sintomas não motores do Parkinson, como perda de olfato, insônia, dor ou salivação excessiva. No entanto, médicos e pacientes frequentemente observam um efeito indireto positivo: com o ganho de autonomia no dia a dia, muitos pacientes relatam uma melhora substancial no bem-estar geral e na qualidade de vida.
Nesse cenário, empresas como a Boston Scientific, uma inovadora global em tecnologia médica, têm desempenhado um papel fundamental. Desde 2012, a empresa atua no desenvolvimento e aprimoramento da Estimulação Cerebral Profunda (DBS) em nível global, trazendo o tratamento para o Brasil em 2016. Para quem está nessa jornada, iniciativas oferecem conteúdos explicativos com informações confiáveis e suporte para dúvidas, auxiliando no diálogo com a equipe médica.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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