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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Um estudo internacional publicado no New England Journal of Medicine (NEJM), com participação brasileira, revelou que a imunoterapia com teclistamabe reduziu em 71% o risco de progressão da doença ou morte em pacientes com mieloma múltiplo. O medicamento, já aprovado pela Anvisa, demonstrou eficácia significativa em pacientes que já haviam recebido de uma a três linhas de tratamento anterior.
O ensaio clínico com 593 participantes mostrou que a taxa de sobrevida livre de progressão após 18 meses foi de 69,8% no grupo que utilizou a imunoterapia, contra 26,9% no grupo controle. A sobrevida global também foi superior, atingindo 79,2% dos pacientes tratados com o fármaco. A terapia atua como um anticorpo biespecífico, ligando as células de defesa (T) diretamente às células cancerígenas via proteína BCMA.
Os pesquisadores, incluindo o hematologista Jayr Schmidt Filho, destacam que a aplicação do medicamento em fases mais precoces da doença apresenta resultados superiores ao uso tardio. Essa descoberta tem potencial para alterar as diretrizes clínicas internacionais, antecipando o acesso a essa terapia para pacientes em situação de recaída.
Apesar dos benefícios, o estudo alertou para a maior incidência de infecções graves no grupo tratado com teclistamabe (41,6% contra 29% no controle). Por ser um tratamento imunossupressor, os especialistas ressaltam a necessidade de monitoramento rigoroso e a adoção de medidas preventivas, como vacinação e reposição de imunoglobulina, para mitigar riscos e garantir a segurança do paciente.
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