%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FA%2FN%2F1eNSHASpCfA6iQBBB0XA%2Fyoung-caucasian-woman-palpating-her-breast-by-herself-that-she-concern-about-breast-cancer-healthcare-breast-cancer-concept.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de um teste genético de alta precisão para mulheres com câncer de mama atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (13), visa identificar mutações hereditárias que elevam significativamente o risco de desenvolvimento da doença.
O exame utiliza o sequenciamento de nova geração (NGS) para detectar alterações nos genes BRCA1 e BRCA2. A implementação dessa tecnologia representa um avanço na medicina de precisão, modelo no qual o tratamento é personalizado conforme as características genéticas do tumor e da paciente. Até então, esse tipo de análise estava concentrado na rede privada, com custos elevados.
A identificação de mutações nos genes BRCA é determinante para a escolha da terapia. Pacientes com esse perfil genético podem se tornar elegíveis para o uso de inibidores de PARP, medicamentos de terapia-alvo desenvolvidos especificamente para esses casos. Além disso, o teste orienta decisões sobre cirurgias preventivas e a intensificação de protocolos de rastreamento.
O impacto do diagnóstico estende-se aos familiares. Como as mutações são hereditárias, a detecção precoce permite que parentes identifiquem o risco antes mesmo do surgimento de qualquer tumor. Um estudo genômico realizado no Brasil revelou que uma em cada dez pacientes com câncer carregava uma mutação hereditária, e quase 40% dos familiares testados também possuíam a mesma alteração genética.
De acordo com a portaria, o SUS terá um prazo de 180 dias para começar a ofertar o exame na rede pública. Apesar do avanço, especialistas alertam para a escassez de profissionais qualificados: o país possui menos de 500 geneticistas clínicos para uma população superior a 200 milhões de habitantes, além de carências estruturais em diversas unidades de saúde para o aconselhamento genético e acompanhamento familiar.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...