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Sol Sertão Online
Colunista
O surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius segue provocando alertas internacionais. A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, confirmou que uma passageira francesa testou positivo para o vírus após desembarcar em Tenerife, na Espanha, apresentando piora em seu estado de saúde. Além disso, as autoridades francesas identificaram 22 contatos da paciente, que deverão cumprir quarentena por 72 horas para avaliação médica.
Nos Estados Unidos, um dos 17 passageiros evacuados também testou positivo. Embora não apresente sintomas, o paciente será encaminhado à Unidade de Biocontenção de uma universidade em Nebraska para monitoramento rigoroso, enquanto os demais passageiros seguirão para a Unidade Nacional de Quarentena.
O desembarque dos viajantes em Tenerife ocorreu sob forte esquema de segurança e rigor sanitário. Passageiros foram escoltados com equipamentos de proteção completa, incluindo roupas especiais e máscaras, e chegaram a ser pulverizados com desinfetante antes de embarcarem em voos governamentais e militares para seus países de origem. Como medida de precaução, as bagagens foram deixadas para trás, sendo permitidos apenas itens essenciais, como documentos e celulares.
Até o momento, o surto resultou em três mortes e cinco diagnósticos em passageiros que haviam deixado a embarcação anteriormente. O vírus identificado é o vírus dos Andes, uma variante que, diferentemente de outras linhagens de hantavírus transmitidas por roedores, pode ser transmitida entre seres humanos em casos específicos.
Apesar da gravidade dos casos isolados, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco para o público em geral permanece baixo.
O navio MV Hondius seguirá para Roterdã, na Holanda, onde passará por um processo completo de desinfecção. Parte da tripulação e o corpo de um passageiro que faleceu a bordo permanecem na embarcação.
Diversas nações implementaram protocolos de isolamento. No Reino Unido, os repatriados enfrentarão 72 horas de hospitalização seguidas de seis semanas de isolamento domiciliar. Além disso, médicos militares britânicos foram enviados à ilha de Tristão da Cunha para investigar um morador com suspeita de infecção após o navio ter passado pelo local no mês passado.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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