
Sol Sertão Online
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Os ministérios da saúde da Itália e da Espanha informaram, nesta quarta-feira (13), que cerca de 17 pessoas que estavam sob observação por possível infecção por hantavírus testaram negativo. A medida faz parte de um esforço global de monitoramento para conter a disseminação do vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que o surto teve início em um navio de cruzeiro de luxo durante uma expedição polar que partiu da Argentina. Embora a OMS preveja a detecção de novos casos, a organização foi enfática ao afirmar que a situação não se assemelha à pandemia de Covid-19.
O hantavírus é transmitido predominantemente por roedores, sendo a transmissão entre humanos rara e dependente de contato próximo. Devido ao período de incubação, que pode chegar a seis semanas, passageiros, tripulantes e seus contatos foram colocados em quarentena em diversos países europeus.
Até o momento, a OMS confirmou 11 casos relacionados ao surto. O vírus já causou a morte de três pessoas: um cidadão alemão e um casal holandês. As autoridades indicam que todas as contaminações ocorreram antes do embarque ou durante a viagem.
Na Itália, foram realizados testes em um turista argentino, um homem da região da Calábria e dois cidadãos britânicos. Todos os resultados foram negativos, e o Ministério da Saúde italiano reiterou que o risco de disseminação no país permanece muito baixo.
Na Espanha, 13 pessoas monitoradas em um hospital militar em Madri também apresentaram resultados negativos em testes de PCR. Um paciente que havia testado positivo anteriormente segue estável, apesar de ter apresentado dificuldades respiratórias.
Já na França, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, aguarda os resultados de exames de 22 pessoas que tiveram contato com indivíduos infectados. Arnaud Fontanet, chefe de Epidemiologia do Instituto Pasteur, alertou que a busca por novos casos pode se estender por meses devido ao tempo de incubação, mas estima que, pela baixa transmissibilidade do vírus, o total de infectados não deve ultrapassar algumas dezenas.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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